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Sophie

Casa partilhada: quem está coberto

Viver em várias pessoas sob o mesmo contrato de arrendamento não cria um seguro comum. Dois contratos comportam-se de maneira diferente, e é aí que nascem os buracos.

A responsabilidade civil é pessoal

A sua responsabilidade civil privada cobre-o a si e, conforme os contratos, as pessoas que vivem em economia comum consigo. Um colega de casa em geral NÃO é economia comum: é uma pessoa que partilha um apartamento, não uma família.

Em concreto: se o seu colega provocar um dano de água que atinja o andar de baixo, o seu contrato não o cobre. Cada um tem de ter o seu — e muitos contratos de arrendamento exigem-no de qualquer forma.

O recheio segura um lar, não pessoas

O seguro de recheio cobre os bens que estão na habitação. Numa casa partilhada, a questão é em nome de quem foi celebrado: se apenas um dos colegas é o tomador, são os bens dele que estão segurados, e os outros não são indemnizados.

Duas soluções honestas: uma apólice por pessoa, ou uma apólice única que nomeie explicitamente todos os colegas. A segunda pressupõe que o segurador a aceite — peça-o por escrito, não por telefone.

A soma segura tem então de corresponder ao valor de TUDO o que está no apartamento. Uma soma calculada para uma pessoa aplicada a quatro produz subseguro, e a regra proporcional reduz cada indemnização.

O subarrendamento, um caso à parte

  • O arrendatário principal continua responsável perante o senhorio: um dano causado pelo subarrendatário é-lhe imputado, e depois volta-se contra ele.
  • O subarrendatário precisa da sua própria responsabilidade civil privada. Sem ela, um dano resolve-se entre dois particulares, o que raramente acaba bem.
  • Um subarrendamento não comunicado ao senhorio pode, conforme os contratos, reduzir ou suprimir a cobertura do recheio. Comunique-o: é gratuito, e fecha o buraco.
  • Para um arrendamento de curta duração entre particulares, verifique este ponto explicitamente com o seu segurador: muitas apólices excluem-no.

Os guias